Saúde Bucal
Um gole de água gelada. Uma colherada de açaí. O vento frio da praia no inverno da Região dos Lagos. E aquela fisgada aguda e rápida que faz você fechar o olho e mastigar do outro lado. Se essa cena é familiar, este artigo é para você — porque sensibilidade no dente não é "frescura", não é sina, e principalmente: não é para ser aceita como normal.
Por baixo do esmalte — a camada dura e protetora do dente — existe a dentina: um tecido cheio de microcanais que levam direto ao nervo. Enquanto o esmalte cobre tudo, nada incomoda. Mas quando a dentina fica exposta, qualquer estímulo — gelado, doce, ácido, até o ar — encontra o caminho livre até o nervo. O resultado é a dor curta e elétrica que caracteriza a sensibilidade dentária.
"Sensibilidade é o dente falando. Pasta dessensibilizante abaixa o volume — mas não responde o que ele está tentando dizer."
— Dra. Marcia Filgueiras Rodrigues, Policlínica Dentária de Cabo FrioAjuda — e tem seu lugar. Em casos leves, o uso contínuo reduz o desconforto ao "vedar" os microcanais da dentina. Mas aqui mora o risco: a pasta alivia o sintoma sem tratar a causa. Se a origem é uma cárie, ela continua crescendo em silêncio. Se é bruxismo, o desgaste segue noite após noite. Se é retração de gengiva, ela não volta sozinha. Alívio que esconde o problema pode custar caro depois.
O gelado virou alarme aí na sua boca? Uma avaliação identifica a causa — e devolve o direito de tomar gelado em paz.
Falar com a clínica no WhatsApp →A sensibilidade é, quase sempre, um problema pequeno avisando que não quer virar grande. Na Policlínica Dentária de Cabo Frio, a investigação começa pela limpeza e prevenção e segue para o tratamento que o seu caso pedir — com a calma de quem cuida das famílias da Região dos Lagos há 30 anos, no Centro de Cabo Frio.